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IMARFI CAPITAL

04 / ATIVOS SUBJACENTES IMARFI CAPITAL

ATIVOS SUBJACENTES IMARFI CAPITAL

Base patrimonial, real e ambiental das estruturas financeiras. A arquitetura descrita em PAGINA 4.pdf parte do princípio de que a capacidade financeira do GRUPO HOLDING IMARFI deve manter uma relação identificável, documentada e juridicamente rastreável com ativos, direitos econômicos e fontes de valor existentes ou geradas dentro de sua estrutura corporativa. A fonte distingue expressamente valor econômico, ativo subjacente, instrumento financeiro, garantia e capacidade de crédito: nenhuma dessas categorias se converte automaticamente na seguinte sem acreditação, estruturação, documentação e aceitação institucional.

4.1

Definição de ativos subjacentes dentro da IMARFI CAPITAL

O ativo subjacente é a base econômica identificável e avaliável de uma possível estrutura financeira, mas não equivale automaticamente a uma garantia.

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PAGINA 4.pdf — 4.1

Para a arquitetura da IMARFI CAPITAL, um ativo subjacente pode ser um ativo, direito, patrimônio, commodity, reserva, fluxo econômico ou ativo ambiental suscetível de identificação e avaliação e que, quando sua natureza jurídica permitir, possa formar a base econômica de uma estrutura financeira. A fonte separa expressamente ativo subjacente e garantia: um ativo pode ser a referência econômica de uma operação sem ficar juridicamente vinculado ao cumprimento das obrigações do emissor. Para existir garantia real ou contratual, devem ser cumpridos os requisitos de constituição válida, aperfeiçoamento, publicidade quando aplicável e eventual execução.

Uma MTN/SBC/BG pode estar economicamente vinculada a ativos do GRUPO HOLDING IMARFI, respaldada por garantias determinadas ou constituir obrigação corporativa geral do emissor; são estruturas jurídicas diferentes e devem ser descritas conforme sua configuração contratual real. Os ativos podem proceder da IMARFI FOUNDATION, IMARFI EXPORMINERA S.A., SAVIRIS ENERGY ou outras sociedades do Grupo quando exista titularidade, direito econômico suficiente ou capacidade contratual para incorporá-los à operação.

4.2

Função dos ativos subjacentes na estrutura financeira

Os ativos fornecem fundamento econômico, rastreabilidade patrimonial, avaliação e, quando cabível, suporte contratual à análise financeira.

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PAGINA 4.pdf — 4.2

A fonte identifica quatro funções principais: demonstrar que existe uma base econômica identificável por trás da operação; permitir avaliação financeira dessa base; fornecer suporte contratual ou garantia quando a natureza do ativo e a documentação jurídica permitirem; e contribuir para a análise de crédito realizada por bancos, financiadores, custodiantes e investidores institucionais. A IMARFI CAPITAL S.A. deve manter uma cadeia documental sobre origem do ativo, proprietário, valor, metodologia de avaliação, ônus e limitações, disponibilidade jurídica e relação com o instrumento financeiro.

Essa rastreabilidade é especialmente relevante em operações transfronteiriças: um ativo localizado em um país pode pertencer a uma SPV local, sustentar uma estrutura desenvolvida no Brasil e participar posteriormente de financiamento da IMARFI CAPITAL USA LLC nos Estados Unidos, preservando a personalidade jurídica independente de cada sociedade.

4.3

MTN baseadas no patrimônio da IMARFI FOUNDATION

A estratégia contempla MTN corporativas cuja base econômica possa estar relacionada ao patrimônio e a ativos elegíveis da IMARFI FOUNDATION.

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PAGINA 4.pdf — 4.3

A fonte contempla a estruturação de MTN — Medium Term Notes — cuja base econômica possa estar relacionada ao patrimônio e a ativos elegíveis da IMARFI FOUNDATION. O objetivo é estudar como determinados componentes patrimoniais podem contribuir para o respaldo econômico de instrumentos corporativos de dívida. A IMARFI CAPITAL S.A. é considerada como sociedade emissora e deve ser definida a relação jurídica específica da IMARFI FOUNDATION com a emissão. Conforme a operação, essa relação poderá assumir a forma de aporte de ativos, garantia, compromisso contratual, cessão de direitos ou outra figura legalmente admissível.

Uma garantia somente deve ser declarada quando tiver sido formalmente constituída. A documentação da emissão deve identificar principal, moeda, cupom, vencimento, obrigações do emissor, ativos vinculados, garantias quando existirem, eventos de inadimplemento, direitos dos titulares e legislação aplicável.

4.4

Patrimônio e ativos financeiros da IMARFI FOUNDATION

A fonte apresenta a IMARFI FOUNDATION como matriz fiduciária e suporte patrimonial, mas distingue valores contábeis de liquidez e ativos disponíveis para garantia.

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PAGINA 4.pdf — 4.4

Segundo a estrutura corporativa fornecida, a IMARFI FOUNDATION é a matriz fiduciária e principal suporte patrimonial da IMARFI CAPITAL. A documentação fiscal de 2025 da Foundation declara ativos totais de USD 39.035.575.295,43, incluindo USD 32.850.320.150,43 em caixa e equivalentes de caixa, e patrimônio declarado de USD 3.770.125.887,00. A fonte também informa Apostila da Haia certificada no Panamá em 4 de setembro de 2026. Esses valores podem integrar a análise patrimonial corporativa, mas o documento distingue ativos contabilmente declarados, liquidez bancária disponível, ativos livres de ônus, capital comprometido e ativos formalmente vinculados a garantia.

Qualquer operação que pretenda utilizar ativos da Foundation deve identificar o ativo específico, verificar sua situação jurídica e determinar sua disponibilidade. A declaração fiscal e a apostila são tratadas como documentação de rastreabilidade corporativa.

4.5

Reservas provadas de ouro

O uso financeiro do ouro exige acreditação técnica, mineral, econômica e jurídica; o valor não é obtido simplesmente multiplicando onças contidas pelo preço de mercado.

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PAGINA 4.pdf — 4.5

Projetos da IMARFI EXPORMINERA S.A. podem gerar valor em diferentes fases do ciclo mineral: recursos minerais, reservas minerais, produção, concentrados, doré e, quando aplicável, ouro refinado. A classificação técnica deve utilizar o padrão de reporte aplicável ao projeto e distinguir com precisão recursos minerais e reservas minerais. O uso financeiro exige comprovação de direitos minerários, titularidade ou participação econômica da SPV, estudos geológicos, tonelagem, teor, recuperação metalúrgica, reservas economicamente exploráveis, CAPEX, OPEX, vida da mina e outras variáveis de valor.

As reservas permanecem sujeitas a riscos técnicos, operacionais, regulatórios e de preço. Portanto, sua avaliação não equivale a multiplicar simplesmente as onças contidas pelo preço internacional do ouro. A IMARFI CAPITAL S.A. pode estudar quais direitos econômicos relacionados a essas reservas podem formar uma base financeiramente estruturável e em quais condições.

4.6

Reservas provadas de prata

As reservas de prata exigem o mesmo rigor técnico e jurídico, com avaliação específica da economia e metalurgia de cada projeto.

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PAGINA 4.pdf — 4.6

As reservas minerais de prata constituem uma segunda categoria de ativo subjacente. Devem ser analisados titularidade dos direitos minerários, certificação técnica, quantidade e qualidade do mineral, recuperação esperada, custos de extração e processamento, infraestrutura, vida econômica e preço de referência. Em jazidas polimetálicas nas quais a prata esteja associada a ouro, cobre ou outros minerais, a avaliação deve considerar conjuntamente a economia do projeto e a contribuição de cada mineral para as receitas.

Somente após essa análise pode ser determinado o componente econômico potencialmente apto à estruturação financeira.

4.7

Reservas provadas de cobre

A existência geológica do cobre não é suficiente: a estruturação exige categoria técnica, direitos, viabilidade, custos, infraestrutura e avaliação econômica.

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PAGINA 4.pdf — 4.7

O cobre é tratado como categoria estratégica por seu valor econômico, uso industrial e importância em infraestrutura e eletrificação. Sob a perspectiva financeira, as reservas de cobre estão sujeitas ao mesmo princípio de acreditação técnica e jurídica aplicado aos demais ativos minerais. Devem ser estabelecidos categoria do recurso ou reserva, direitos sobre o projeto, viabilidade de extração, recuperação, infraestrutura, custos operacionais e de capital e avaliação econômica. Quando existirem direitos econômicos suficientemente definidos, a IMARFI CAPITAL S.A.

poderá analisar sua utilização como suporte econômico de estruturas financeiras.

4.8

SKR de commodities de ouro

Um SKR documenta uma relação de custódia sobre ouro físico; não substitui o ativo nem cria monetização automática.

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PAGINA 4.pdf — 4.8

A estratégia contempla ouro físico mantido sob estruturas de custódia e respaldado por documentação. Essa categoria pode incluir um SKR — Safe Keeping Receipt — quando emitido pela instituição de custódia correspondente. O SKR deve ser entendido como documento relacionado à custódia, e não como substituto do próprio ativo. A análise exige verificar identidade e capacidade do custodiante, autenticidade documental, titularidade do ouro, quantidade, pureza, localização, disponibilidade, ônus existentes e possibilidade jurídica de transferir ou gravar direitos sobre a commodity.

O ouro físico sob custódia oferece identificação material mais direta do que recursos ainda no subsolo, mas também não gera monetização automática. A instituição financiadora deve realizar sua própria due diligence, aceitar o custodiante, avaliar a commodity e determinar o percentual de valor reconhecido para fins de garantia.

4.9

Reservas provadas de petróleo

Reservas de petróleo podem fornecer base econômica por meio de direitos e fluxos juridicamente definidos, e não pela incorporação direta da reserva a um mercado.

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PAGINA 4.pdf — 4.9

Reservas provadas de petróleo vinculadas a projetos da SAVIRIS ENERGY constituem categoria potencial de ativo subjacente. Deve-se distinguir o hidrocarboneto no subsolo, a classificação técnica das reservas e o direito econômico da sociedade sobre sua exploração. A estruturação exige determinar titularidade ou natureza contratual dos direitos de exploração, duração de concessões ou contratos, participação econômica da SPV, reservas tecnicamente certificadas, perfil de produção, CAPEX, OPEX, regime fiscal, obrigações com o Estado e outras variáveis determinantes dos fluxos futuros.

Quando existirem reservas certificadas e direitos econômicos suficientemente definidos, a IMARFI CAPITAL S.A. poderá estudar esses direitos e fluxos como base econômica de estruturas financeiras de longo prazo. A reserva de petróleo não é diretamente incorporada a uma bolsa; os elementos potencialmente estruturáveis são direitos, instrumentos, participações ou fluxos vinculados ao ativo conforme a legislação aplicável.

4.10

Reservas provadas de gás

O valor financeiro do gás depende de reservas certificadas e da capacidade real do projeto de convertê-las em produção comercial e fluxos econômicos.

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PAGINA 4.pdf — 4.10

A avaliação de reservas provadas de gás exige analisar reservas certificadas, capacidade de produção, infraestrutura, necessidades de tratamento e transporte, contratos de fornecimento, preço de venda, vida econômica e regime jurídico. O gás pode participar de várias cadeias de valor: combustível, geração elétrica, matéria-prima industrial ou petroquímica, projetos de hidrogênio e outras transformações energéticas. Portanto, seu valor financeiro depende não apenas do volume de reservas, mas da capacidade do projeto de convertê-las em produção comercial e fluxos econômicos.

A IMARFI CAPITAL S.A. poderá analisar os direitos econômicos correspondentes para determinar sua capacidade de respaldar estruturas de médio e longo prazo.

4.11

Bônus ou créditos de carbono

A fonte diferencia créditos de carbono de títulos verdes e considera crédito apenas a unidade que tenha concluído emissão e registro no padrão aplicável.

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PAGINA 4.pdf — 4.11

Os ativos ambientais constituem categoria diferenciada. A fonte distingue créditos de carbono de títulos verdes e outros instrumentos de dívida ambiental. Um crédito de carbono representa, sob o padrão correspondente, uma quantidade de redução ou remoção de emissões normalmente expressa em toneladas de CO₂ equivalente; um título verde é instrumento de dívida cujos recursos financiam atividades que cumprem critérios ambientais. Para unidades geradas por projetos de redução de emissões da SAVIRIS ENERGY, a fonte considera créditos de carbono a expressão tecnicamente mais precisa.

Essas unidades somente existem como créditos emitidos depois de concluídos os procedimentos exigidos pelo padrão, metodologia e registro aplicáveis. Uma redução de emissões estimada é um resultado ambiental potencial, não um crédito emitido.

4.12

Geração de créditos de carbono mediante projetos da SAVIRIS ENERGY

Determinados projetos energéticos podem criar potencial ambiental quando as reduções são demonstradas, verificadas e emitidas segundo o regime selecionado.

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PAGINA 4.pdf — 4.12

Projetos da SAVIRIS ENERGY contemplam tecnologias e processos que podem reduzir emissões de gases de efeito estufa e, quando cumpridos os requisitos do padrão correspondente, apresentar potencial para gerar créditos de carbono. A fonte menciona captura e aproveitamento de gás que de outra forma seria venteado ou queimado, geração de energia, processamento de gás e sistemas de captura de CO₂. A estratégia é que reduções tecnicamente demonstradas, posteriormente verificadas e emitidas conforme o regime aplicável, possam constituir uma categoria de ativo ambiental do GRUPO HOLDING IMARFI.

4.13

Captura de gás de venteio e redução de emissões

PAGINA 4.pdf reserva a seção 4.13 em seu índice, mas o corpo do documento passa diretamente de 4.12 para 4.14.

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PAGINA 4.pdf — 4.13

O índice da primeira página de PAGINA 4.pdf inclui a seção 4.13 — Captura de gás de venteio e redução de emissões. Entretanto, a revisão do corpo completo mostra que a seção seguinte a 4.12 é 4.14. A fonte não apresenta texto desenvolvido para 4.13. Para preservar a integridade documental, este site mantém o número e o título originais, identifica a ausência e não fabrica conteúdo nem renumera as seções posteriores.

4.14

Certificação, validação e verificação de créditos de carbono

A criação de créditos exige uma cadeia técnica independente: metodologia, validação, monitoramento, verificação, emissão e definição de titularidade.

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PAGINA 4.pdf — 4.14

A criação de créditos de carbono exige um processo documental e técnico independente da construção física do projeto energético. Deve-se identificar a atividade elegível, estabelecer a linha de base, selecionar a metodologia e preparar a documentação técnica. Depois, deve ocorrer validação por entidades autorizadas dentro do padrão selecionado. Quando o projeto estiver em operação, os parâmetros necessários para quantificar reduções são monitorados e os resultados submetidos a verificação independente.

Somente após o cumprimento dos requisitos aplicáveis pode ser solicitada a emissão de unidades no registro escolhido. A documentação de trabalho do Grupo descreve essa sequência de documentação do projeto, validação independente, verificação e emissão. A cadeia transforma uma redução estimada em ativo suscetível de identificação e rastreabilidade registral. A titularidade dos créditos também deve ser determinada, especialmente quando participarem Estados, empresas públicas, concessões, sócios ou terceiros.

4.15

Estruturação de ativos ambientais

Uma vez emitidos e registrados, os créditos podem ser analisados quanto a titularidade, qualidade, transferibilidade, comercialização e possíveis estruturas financeiras.

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PAGINA 4.pdf — 4.15

Após emissão e registro, créditos de carbono podem integrar uma estratégia econômica distinta da própria geração energética. A IMARFI CAPITAL S.A. poderá analisar titularidade, volume, vintage, padrão, registro, metodologia, estado, transferibilidade e outras características relevantes para determinar mecanismos de comercialização ou estruturação financeira. A fonte contempla alternativas como contratos de compra e venda futura ou ERPA, operações OTC e outras estruturas comerciais. A avaliação deve refletir condições reais de mercado; cenários internos de preço usados em documentos de projeto são hipóteses econômicas e não preços garantidos.

Se os créditos forem utilizados em estrutura financeira, a documentação deve determinar se o ativo subjacente consiste nos próprios créditos emitidos, em direitos contratuais sobre entrega futura ou em fluxos econômicos derivados da comercialização, pois cada alternativa apresenta riscos jurídicos e financeiros diferentes.

4.16

Criação de MTN corporativas a 10 anos

O modelo contempla MTN com vencimentos de até dez anos quando o horizonte econômico do ativo e as condições da emissão permitirem essa duração.

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PAGINA 4.pdf — 4.16

Uma aplicação central dos ativos subjacentes é a estruturação de MTN corporativas — Medium Term Notes. O modelo projetado contempla vencimentos de até dez anos quando o horizonte econômico do ativo subjacente e as condições da emissão permitirem. Esse horizonte reflete a natureza de projetos de mineração, petróleo, gás, energia e infraestrutura cujos períodos de recuperação podem superar os de um financiamento corporativo de curto prazo. A estruturação deve definir emissor, principal, moeda, vencimento, cupom, periodicidade de pagamentos, legislação aplicável, eventos de inadimplemento, garantias, covenants e direitos dos titulares.

Quando a MTN estiver economicamente relacionada a ativos subjacentes, a documentação deve descrever essa relação com precisão. A MTN não deve ser usada para atribuir ao ativo uma liquidez que ele não possui e deve contar com estrutura de pagamento economicamente sustentável e juridicamente executável.

4.17

Cupom e estrutura financeira das MTN

O cupom depende do risco e da capacidade de serviço da dívida, e não apenas do valor do ativo subjacente.

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PAGINA 4.pdf — 4.17

O cupom é a remuneração que o emissor se compromete a pagar conforme os termos da MTN. Sua determinação deve considerar qualidade de crédito do emissor, prazo, moeda, estrutura de garantias, risco-país, liquidez, subordinação, condições de mercado, tipo de investidor e custo financeiro geral. Deve guardar correspondência com a capacidade de geração de recursos necessária para atender a dívida. A estrutura econômica também deve contemplar principal, calendário de pagamentos, vencimento, amortização, comissões, custos de estruturação, custódia e demais despesas.

Quando existirem garantias, a documentação deve estabelecer efeitos do inadimplemento, mecanismos de execução, prioridade do credor e jurisdição. Essa disciplina distingue uma verdadeira estrutura de dívida de uma representação nominal do valor de um ativo.

4.18

Custódia institucional dos ativos

A custódia fornece rastreabilidade sobre existência, titularidade e controle, mas não cria financiamento por si mesma.

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PAGINA 4.pdf — 4.18

A custódia pode recair sobre commodities físicas, valores financeiros, documentação representativa de ativos ou outros direitos suscetíveis de depósito ou controle. No ouro, deve permitir identificação física ou jurídica, verificação de quantidade e qualidade e determinação dos direitos do proprietário. Em instrumentos financeiros, deve identificar o titular e, quando aplicável, facilitar transferência ou constituição de garantia. A fonte contempla trabalhar com instituições financeiras e custodiantes elegíveis para cada operação e utiliza a expressão PRIMEIRO NÍVEL BANCÁRIO.

O próprio documento esclarece que a condição concreta de custodiante institucional e qualquer classificação bancária devem ser comprovadas em cada operação e não presumidas pela natureza do ativo.

4.19

Utilização de MTN como colateral

Uma MTN emitida e custodiada somente adquire função de crédito se uma instituição financiadora independente a analisar, aceitar e documentar como colateral.

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PAGINA 4.pdf — 4.19

Depois de emitida, documentada e mantida em custódia uma MTN pela IMARFI CAPITAL S.A. no Brasil, a IMARFI CAPITAL USA LLC poderá analisar sua apresentação a instituições financeiras para possível aceitação como colateral. Essa etapa é independente da emissão. O banco ou financiador analisará emissor, valor nominal, avaliação econômica, cupom, vencimento, garantias, ativo subjacente, documentação jurídica, custódia, liquidez e capacidade de execução. Se aceitar o instrumento, determinará o percentual reconhecido para fins de crédito.

O valor de colateral pode ser inferior ao valor nominal em razão das margens de risco. A IMARFI CAPITAL não equipara valor nominal da MTN ao montante de financiamento; a capacidade de crédito existe somente após a instituição concluir sua análise e formalizar contratualmente o financiamento.

4.20

Relação entre ativos subjacentes e linhas de crédito da IMARFI CAPITAL USA LLC

O Brasil trabalha sobre ativo e instrumento; os Estados Unidos sobre a capacidade de crédito que possa derivar de instrumentos efetivamente aceitos pelos financiadores.

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PAGINA 4.pdf — 4.20

A conexão entre IMARFI CAPITAL S.A. e IMARFI CAPITAL USA LLC não é automática. Primeiro deve existir um ativo juridicamente identificável; depois, certificação e avaliação quando aplicáveis; em seguida desenvolve-se a estrutura financeira, o instrumento é emitido e documentado conforme a legislação aplicável e, quando necessário, incorporado a uma estrutura de custódia. Somente então a IMARFI CAPITAL USA LLC poderá apresentá-lo a bancos ou financiadores e solicitar aceitação como colateral. As linhas resultantes possuem seus próprios contratos, limites, garantias, loan-to-value, covenants, taxas de juros, vencimentos e condições de utilização.

Somente linhas efetivamente aprovadas e formalizadas devem ser tratadas como financiamento disponível.

4.21

Conversão de ativos reais em capacidade financeira

A conversão institucional exige uma cadeia completa desde a existência do ativo até a aceitação de crédito por uma instituição financeira.

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PAGINA 4.pdf — 4.21

O GRUPO HOLDING IMARFI desenvolve atividades intensivas em ativos: mineração gera reservas, produção e commodities; petróleo e gás geram reservas, produção e direitos econômicos; projetos energéticos geram infraestrutura, energia e fluxos contratuais; determinados projetos podem gerar créditos de carbono; e a IMARFI FOUNDATION acrescenta uma dimensão patrimonial. A função da IMARFI CAPITAL é determinar quais componentes podem legitimamente tornar-se ativos financeiramente estruturáveis. A fonte descreve nove etapas: existência do ativo real ou direito econômico; comprovação de titularidade; certificação técnica quando necessária; avaliação econômica; due diligence jurídica; seleção do instrumento financeiro; formalização da relação entre ativo e instrumento; custódia quando aplicável; e apresentação a instituições financeiras.

Somente quando uma instituição aceita o instrumento e aprova uma operação de crédito parte do valor econômico se transforma efetivamente em capacidade financeira. Essa cadeia diferencia uma estrutura institucional de uma simples declaração de valor patrimonial.

4.22

Modelo final: ATIVOS SUBJACENTES → MTN → CUSTÓDIA → COLATERAL → CRÉDITO → LIQUIDEZ

O modelo final integra seis fases separadas e rastreáveis desde o ativo econômico até recursos financeiros efetivamente desembolsados.

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PAGINA 4.pdf — 4.22

A primeira fase são os ATIVOS SUBJACENTES, que podem proceder do patrimônio da IMARFI FOUNDATION, de reservas minerais e commodities geradas pela IMARFI EXPORMINERA S.A., de reservas provadas e direitos econômicos de petróleo e gás desenvolvidos pela SAVIRIS ENERGY ou de créditos de carbono efetivamente gerados e emitidos. Cada ativo preserva sua identidade jurídica e econômica. A segunda fase é a MTN: quando a natureza do ativo e da operação permitirem, a IMARFI CAPITAL S.A. poderá desenvolver uma obrigação corporativa com termos próprios e relação econômica documentada com ativos determinados.

A terceira fase é a CUSTÓDIA, que fornece rastreabilidade, mas não financiamento. A quarta é o COLATERAL, condição que exige análise e aceitação da instituição financiadora e formalização da garantia. A quinta é o CRÉDITO: a instituição determina a capacidade de crédito reconhecida e as condições contratuais, sem que o valor nominal determine automaticamente o montante. A sexta é a LIQUIDEZ: depois do cumprimento das condições precedentes e do desembolso, a capacidade de crédito se converte em recursos disponíveis.

A IMARFI CAPITAL USA LLC pode então canalizar recursos por estruturas corporativas e contratos intercompany documentados para SPV do Grupo destinados a mineração, petróleo, gás, energia, petroquímica, aquisições, infraestrutura, máquinas, engenharia, construção, entrada em produção e expansão. Os projetos financiados geram novos ativos e podem ampliar a base de valor do Grupo. O modelo exige manter a separação entre valor do ativo, instrumento financeiro, garantia constituída, crédito aprovado e liquidez efetivamente desembolsada.

O objetivo descrito pela fonte é desenvolver mecanismos técnicos, jurídicos e financeiros para que ativos que resultem elegíveis possam, mediante certificação, avaliação, estruturação, custódia e aceitação bancária, contribuir para capacidade de financiamento de projetos produtivos.

Conteúdo corporativo e informativo baseado em PAGINA 4.pdf. Não constitui oferta pública de valores mobiliários, solicitação de investimento, assessoria financeira, certificação de reservas, compromisso de crédito, garantia de financiamento ou declaração de elegibilidade bancária. A seção 4.13 aparece no índice da fonte, mas não possui desenvolvimento textual no corpo do PDF; é preservada como reservada e não é completada nem renumerada.

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